Miguel Moreira

Criador, Intérprete, Diretor Artístico, Encenador, Coreografo, curador independente

Curso de Artes e Ofícios do Espectáculo

Fundador da Útero Associação Cultural

 

Miguel Moreira é um artista multidisciplinar

com um percurso singular

no cruzamento entre teatro, dança e artes visuais.

Fundador e diretor artístico da Útero Associação

Cultural

desde 1997,

o seu trabalho tem sido reconhecido pela ousadia estética, pela fisicalidade

extrema e pela constante

experimentação entre  disciplinas.

Como criador, intérprete, encenador e curador, o seu percurso desenrola-se entre palcos internacionais, projetos comunitários, colaborações artísticas e investigação coreográfica.

 

https://www.rtp.pt/play/p3168/e272648/filhos-da-nacao

https://www.jornaldenegocios.pt/weekend/detalhe/miguel-moreira-o-luxo-de-hoje-e-o-tempo

 

O Risco é um vector do seu trabalho: 

 

1.⁠ ⁠Risco como entrega e exposição

Miguel trabalha com um grau elevado de vulnerabilidade — tanto sua como dos intérpretes. A cena não é

um lugar de demonstração, mas de verdade crua, às vezes desconfortável, onde o intérprete se expõe em

estado de presença absoluta. Isso exige coragem. O risco, aqui, é humano.

2.⁠ ⁠Risco como criação sem rede

Os processos criativos são muitas vezes não-lineares, abertos, sem garantias. Miguel rejeita fórmulas

seguras ou estéticas consolidadas. Há um gosto pelo improviso, pela contaminação entre linguagens, pelo

inacabado — criando espetáculos em que o sentido não está dado à partida, mas se descobre no próprio

ato de fazer.

3.⁠ ⁠Risco como desobediência poética

Há no seu trabalho uma atitude insubmissa, um desejo de ir contra o estabelecido: seja nos temas que

aborda (corpo queer, marginalidade, morte, amor, loucura), seja nas formas (a quebra das convenções

teatrais, a mistura de géneros, o uso da palavra como matéria bruta). Risco é também questionar o próprio

lugar do teatro na sociedade.

4.⁠ ⁠Risco como ética do encontro

 

Em projetos colaborativos (como com Romeu Runa ou intérpretes não profissionais), Miguel promove

espaços de criação que não partem da hierarquia, mas da escuta. O risco está na abertura real ao outro,

sem saber ao certo o que virá — numa arte que se constrói com os corpos presentes, e não apesar deles.

 

https://www.imdb.com/name/nm0603533/

 

Útero Associação Cultural 

Fundador e Diretor Artístico (desde 1997) 

 

● Criação de mais de 20 espetáculos originais, entre eles: The Old King ., 1999! E o pénis

voador…, Último Verão, Homeless, Na Rua, Parede, Pântano, Orfeu Ed Euridice, Duelo, Pele,

Under (selecionado como um dos melhores espetáculos do ano pela Revista Expresso).

● Estreia oficial no Festival de Avignon in 2012 com The Old King — nomeado para Melhor Coreografia pela SPA.

● Espetáculos apresentados em Portugal, Europa, Ásia e América Latina.

● Estrutura associada ao Centro Cultural Vila Flor (2012–2016).

● Colaboração contínua com Romeu Runa (nomeado melhor ator pela  SPA com o espectáculo

“Duelo” co-produção com o Teatro nacional D.Maria II)— artistas associados do Le Centquatre

(104), Paris (2012–2014).

● Participações em festivais como Julidans (Amesterdão), TorinoDanza, linbury Studio Royal

Opera House, em Londres, Festival escenas do Cambio, entre outros.

 

“À medida que o Útero foi desenvolvendo uma linguagem emergente desse lugar de caos e de ruínas, do 

pó, das pedras, dos corpos abandonados e de uma sensação por vezes aflitiva e claustrofóbica de 

catástrofe iminente – que teve no desolado e decrépito Espaço do Ginjal um palco-casa especialmente 

adequado –, o conceito de Terrible Beauty de Bacon foi parecendo irmanar-se com as peças da 

companhia e ajudar à clarificação daquilo que propunham em palco.” 

Gonçalo Frota – Jornalista do Jornal Público

 

Levou a cena autores como william Shakespeare, Marguerite Duras, Bernardo Santareno, Apollinaire,

Paloma Pedrero, Herberto Helder.

“Foi graças a esta geração que os circuitos de produção e programação se diversificaram, que foram 

dados os primeiros passos para a internacionalização, que se diluiram as fronteiras do género artístico e 

se ampliaram as possibilidades de colaboração criativa, e que sedesenvolveram novas formas de 

cumplicidade com o público. Mas, acima de tudo, que se encetou um diálogo permanente com o seu 

tempo e com as noções de contemporaneidade” 

in Teatro Português Contemporâneo, capitulo I Bases de criação para o século XXI; Gustavo Vicente

(acerca dos criadores do Espaço Ginjal)

 

Colaborações Internacionais/nacionais 

 

● C de la B (Belgica): Direção no espetáculo The Old King (2012–2016)

● Titanic & Les Comediants: Participação na Peregrinação, Expo 98, como actor assistente

● Clara Andermatt & Alain Platel: Colaboração no Skite (1994)

● Convite para criar da Companhia Dançando com a Diferença com estreia no MUDAS

https://www.publico.pt/2024/02/02/culturaipsilon/noticia/the-end-mostra-corpos-presos-dancamsozinhos-busca-redencao-2079066

● Fez parte do Teatro O Bando, tendo feito parte da sua direção

Criação e Performance 

Como Intérprete e Co-Criador 

 

● Trabalhos apresentados em França, Escócia, Espanha, Itália, Alemanha, Suécia, Suíça,

Dinamarca, México, Colômbia, Coreia do Sul, São Tomé e Príncipe e em todo o território

português – Teatro Nacional São João (Assistente de encenação de João Brites no espectáculo

“Ensaio sobre a Cegueira”, Apresentaçãoes das suas criaçãoes no Teatro Carlos Alberto, estreia

“Balada de Garuma”, do Teatro o Bando, no Mosteiro  São bento da Vitoria), Teatro Nacional

D.Maria II ( estreia-se  na peça “Clamor” na coreografia de Vera Mantero para a encenação de

Ricardo Pais em 1994, ganha o prémio de Melhor ator do ano 2016 na peça “Riacrdo III” na

encenação de Tonan Quito”, apresentou-se em mais de trinta anos como ator, encenador e

desenhador de luz com o nome Jorge Rosado). Centro Cultural Vila Flor (onde apresentou

quase a totalidade do seu trabalho desde 2011), Teatro Aveirense (apresentações como criador e

ator), Thearo Circo (apresentação de grande parte das suas criações desde 2012), Cine Teatro

Avenida em castelo Branco (apresentou grande parte da sua obra desde 2012), Teatro Louletano

(co-produtor de algumas das suas últimas obras). Teatro das Figuras, em faro, Cumplice e

apresentação de algumas das suas obras. Espaço do Tempo, residências como ator e criador entre

outras salas do país. Teatro Cine, em Torres Vedras (apresentação de parte da sua obra desde 2012).

● Participações no teatro com os coletivos: Teatro O Bando, Teatro O Grupo, Olho, Canibalismo

Cósmico. Com os encenadores João Brites (Teatro o Bando), Raul Atalalaia (Teatro O Bando),

João Garcia Miguel (Olho e JGM), Paulo Castro, Demarcy Mota (estreia no Teatro Nacional

D.Maria II e carreia internacional), Claudio Hochman (também como assistente de encenação),

Manuel Wiborg, António Pires, Tiago Rodrigues (Aniversário do Teatro Maria Matos), Carlos

Afonso Pereira, Ana Nave, João Perry (Teatro Nacional D.Maria II), António Olaio, João

Ricardo, João Sarabando, Teatro Praga, Susana Vidal, Tonan Quito (encenador com qual ganhou

o prémio de melhor Actor, prémios atribuídos pela SPA em 2016, pela sua interpretação em

Ricardo III. Foi nomeado para os “Globos de Ouro” para o mesmo prémio).

● Na Dança trabalhou com Vera Mantero. Olga Roriz, Teresa Simas, Rita Judas, Ana Borralho e

João Galante,Rui Horta, Benvindo da Fonseca.

 

Cinema e Televisão

 

● Colaborações com: Rodrigo Areias, João Botelho, Raquel Freire, Edgar Pêra, Paulo Rocha, Ivo Ferreira, João Nuno Monteiro Carlos Amaral, Eduardo Guedes entre outros.

 

Nomeações: 

■ Melhor Ator Secundário e Melhor Elenco por Mosquito (2021) – CinEuphoria

■ Facas e Anjos – nomeado para Melhor Filme (2000 – Prémios SPA)

● Participações regulares em séries e novelas de televisão. (realizações de Sérgio Graciano, Tiago

Marques, Patricia Sequeira, Manuel Pureza, Frederico Serra, Wilson Solon, enre outros)

Reconhecimento

●  Melhor Ator, Prémios SPA 2016 — Ricardo III, encenação de Tonan Quito

●  Nomeação Melhor ator para os Globos de Ouro — Ricardo III (Venceu melhor peça do Ano)

●  Prémio “O Monstro do Ano” para Melhor Espetáculo — Crucificado, coencenação com João

Brites

 

Curadoria e Artes Visuais 

 

● Espaço Land (2006–2011): Curador e criador de projetos colaborativos no Cais do Sodré

● Sobretudo (Aveiro 2024): Curador da mostra inserida na Capital Nacional da Cultura

● Exposição “Bailarinos e Coreógrafos que Desenham e Pintam” – CAAA Guimarães e Teatro

Viriato

● Desenho de luz e cenografia sob o pseudónimo Jorge Rosado

 

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