Utero

O que caracteriza, então, o Útero, em primeiro lugar, é obviamente a sua direção artística.

A par dessa, surge o processo e a metodologia tida nos ensaios e pesquisa do nosso trabalho.

O Processo no Útero é fundamental para aquilo que define o seu trabalho. Um Processo sólido que escuta os meios que fazem e definem a criação . Um Processo atento, por isso, às propostas de toda a equipa e, do mesmo modo (regra básica da reciprocidade), que é exigente áquilo que é desenvolvido por essa mesma equipa. Num estilo de criação em que é sempre dado enfase áquilo que se realiza diariamente, não poderia ser de outra maneira.

Nesse sentido, o processo não é desenvolvido por um elemento omnipresente e omnipotente, mas sim por todos os que diariamente se implicam na criação. O Processo no Útero é por isso a elaboração de um sistema vivo que vai desde as definições estruturais teóricas, filosóficas, estéticas, históricas até à respiração do Actor ou as texturas de um figurino.

O processo de criação define o objeto final, aliando matéria e forma numa única expressão.

Um processo não é imposto. É sugerido e fundamentado pela realidade tal como ela se vai processando etapa a etapa. Não é um contínuo para um culminar final, antes é uma obra que tem de afirmar-se em todo o processo da sua feitura. Por isso nunca é estanque, nunca é linear.

É a procura de uma linguagem que se justifique perante os corpos, a coreografia, o texto, o cenário e todos os outros materiais que se considerem vitais para acontecer esse objeto final.
O que quer dizer que o que faz um processo começar é uma ideia à procura da sua expressão. E, por muito completa que seja a ideia, a sua expressão depende de variadíssimos elementos.
É a esses que o processo tem de estar atento sob o risco de toda a ideia se perder.

Daí que seja crucial não tomar o processo de criação como um meio para atingir um fim. Pois, embora no final se resuma a isso, sendo tomado como tal, colocará totalmente em causa esse mesmo fim.

Público Privado


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Romeu e Miguel


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O processo no Útero faz-se pelo respeito áquilo que se está a querer cumprir, com a noção da importância vital de cada um dos momentos para esse mesmo cumprimento. Esteticamente, o Útero distingue-se.

O teatro/Dança que fazemos tem particularidades que não se confundem. No entanto, a pretensão de ser original é apenas isso. Nada se repete, mas não se inventa nada de novo.

Ser autêntico não é argumento suficiente. Ser visceral também não.

Esteticamente, o Útero conseguiu criar nos últimos anos diversas expressões de uma mesma linguagem. As equipas de criação são outra marca distintiva do Útero.

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Apesar de haver elementos que permanecem e que ciclicamente regressam ao Útero, existe também uma tendência sistemática de abertura a novos elementos. Essa abertura traduz-se igualmente pela procura de elementos que representem mais-valias para o próprio processo, pelas diferentes áreas em que estão envolvidos.

Normalmente, no Útero, além dos profissionais do teatro/Dança, abrem-se portas a artistas de outras áreas, com outras sensibilidades, que enriquecem inevitavelmente todo o processo de criação.

No panorama das Artes do Espetáculo, o Útero caracteriza-se ainda pela tentativa de procurar mais da arte do que as regras previamente impostas que os ditam.

Links

CAAA – https://www.centroaaa.org

Berlinde – https://www.hauserwirth.com/artists/2782-berlinde-de-bruyckere/

Michele Borremans – https://www.artsy.net/artist/michael-borremans

Neo Rauch – https://www.davidzwirner.com/artists/neo-rauch

Partnerships

2022/2023

CAAA
Centro Cultural Vila Flor
Cine Teatro Avenida
Cine Teatro Louletano
Cine Teatro de Ourém
Festival DDD out
Festival Guidance
Município de Guimarães
Teatro Aveirense
Teatro Cine
Teatro Nacional São João
Theatro Circo

Útero foi uma companhia financiada pelo Governo de Portugal/Direção Geral das Artes

01
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HERALD

Where our words lay to rest and from time to time, when time presents, a little bit more.

02
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CREATIONS

Our aftermaths and consequences.
What remains of us once the fog fades.

03
-

Creators

Our branches, stretched beyond tearing, made to build bridges.
To deliver method and process.